- Exporte o GPX na página da atividade no Strava (no navegador, não no app). Pegue também o .fit original se quiser voltas.
- No VeloGhost, solte GPX e vídeo, e exporte um .mov 4K com canal alpha.
- No Premiere / FCP / DaVinci / CapCut, sobreponha as duas trilhas e exporte H.264 / MP4 pro YouTube. A transparência é "queimada" nessa etapa.
- Tempo total: cerca de 45 min pra um vídeo de 10 min.
Visão geral — quatro passos só
Por muito tempo, "como fazer vídeo de bike com dados" foi sinônimo de "ferramenta confusa, passos espalhados, alguém engasga no meio". Em 2026, o caminho com menos atrito é esse:
- Exportar o GPX do Strava (e o .fit original, se possível)
- Preparar a filmagem (GoPro / Insta360 / celular)
- Gerar o .mov transparente no VeloGhost
- Compor no editor e subir no YouTube (H.264 / MP4)
Vamos passo a passo, com os atalhos e as armadilhas.
Passo 1 — Exportar o GPX do Strava
Abra a página da atividade no navegador do PC. No menu '…' (mais) do canto superior, escolha "Exportar GPX". O app do celular não tem essa opção — só o navegador.
Atenção: o GPX do Strava perde as voltas
O GPX exportado pelo Strava contém só pontos de trajeto (posição, altitude, hora). Voltas, KOMs e auto-lap registrados pelo ciclocomputador não vão junto. Pra mostrar voltas no vídeo (como em subida de serra ou ladeira marcada), baixe também o .fit original do Garmin Connect / Wahoo / Hammerhead e solte os dois no VeloGhost. Ele lê a posição do GPX e as voltas do .fit.
Potência, FC e cadência
O GPX do Strava traz FC, cadência e temperatura (via extensão gpxtpx). Potência não vem no GPX padrão do Strava — se você quer wattagem no vídeo, o .fit original é obrigatório.
Passo 2 — Preparar a filmagem
Transfira os clipes da câmera de ação (GoPro / Insta360 / DJI Osmo Action / Sony FDR) ou do celular pro PC. Se a gravação está em vários clipes, tudo bem — você junta na timeline do editor depois.
Tente sincronizar a partida com o início do registro
O VeloGhost tem ajuste fino de sincronia ("drift") em segundos, mas se você aperta gravar na câmera e dar start no ciclocomputador praticamente juntos, o trabalho posterior fica próximo de zero. Dica: deixe a câmera ligada 5 segundos antes e que o gesto de apertar "iniciar" no ciclocomputador apareça no vídeo — fica óbvio na hora de alinhar.
Passo 3 — Gerar o .mov transparente no VeloGhost
No navegador, abra VeloGhost. Arraste o GPX (ou .fit) e o vídeo pra dentro da janela.
Confira o HUD
O VeloGhost lê o data-presence (quais dados realmente existem) do GPX / FIT e liga só os widgets que têm dado. Se não tinha monitor de FC naquela pedalada, o widget de FC fica desligado por padrão.
Ajuste manualmente se quiser ligar / desligar elementos. Voltas, KOM, ghost rider (comparação) ficam aqui.
Exportar em 4K transparente
Escolha 4K / 30fps / .mov com alpha. A compressão usada (QuickTime PNG ou QtRLE) é leve: cerca de poucas centenas de MB por minuto em 4K. Um vídeo de 10 minutos sai com alguns GB. Tudo roda no navegador — seus arquivos não saem do seu computador.
Passo 4 — Compor no editor e subir no YouTube
Solte o .mov gerado no editor de vídeo.
Premiere Pro / Final Cut Pro / DaVinci Resolve
Coloque a filmagem em V1 e o .mov transparente do VeloGhost em V2. O canal alpha é reconhecido automaticamente. No Premiere, confira só que a "Interpretação de arquivo" marca "Canal alpha: linha reta (premultiplicado)".
CapCut (PC)
O CapCut PC (grátis) lê normalmente. Coloque a filmagem embaixo e o .mov em cima. O CapCut mobile tem peculiaridades com .mov alpha em 4K — pra acabamento final, use o CapCut do PC.
Compor e exportar
Exporte em H.264 / MP4, 4K / 30fps, bitrate entre 35 e 50 Mbps (faixa que o YouTube recomenda). Nessa etapa a transparência é renderizada dentro do vídeo final — não há mais alpha pra preocupar depois.
O .mov transparente, no navegador
Mantém o seu editor. Solta o GPX do Strava. Sem cadastro, sem upload.
Testar grátis →3 armadilhas do upload no YouTube
- Vídeo transparente direto não funciona: você precisa compor no Passo 4 e exportar como H.264 / MP4 antes do upload. Subir só o .mov transparente faz a área transparente virar preto na reprodução.
- Bitrate baixo borra os números do HUD: em 4K, abaixo de 30 Mbps os algarismos finos e linhas do mapa ficam com blockiness. Mínimo 35 Mbps, ideal 45 Mbps.
- O mapa pode entregar seu endereço: pedalada que sai de casa mostra o ponto de partida com clareza. O VeloGhost tem "zona de privacidade" — você define um raio ao redor da sua casa e o mapa fica borrado naquela região. Independente da config do Strava, isso atua na hora da exportação do vídeo.
FAQ — Dúvidas comuns do fluxo Strava → YouTube
O GPX do Strava não tem as voltas, é verdade?
É verdade. O export GPX do Strava traz só os pontos de trajeto (posição, altitude, hora) — as voltas que seu ciclocomputador registrou são perdidas. Pra recuperar voltas, baixe o .fit original do Garmin Connect / Wahoo / Hammerhead e solte junto com o GPX no VeloGhost.
Posso usar o GPS da GoPro e dispensar o Strava?
O GPS interno da GoPro grava só posição, velocidade e altitude. Se você quer sobrepor frequência cardíaca, potência ou cadência (sensores do ciclocomputador), o GPS da câmera não basta — é preciso o GPX / FIT do Strava ou do ciclocomputador.
E se o tempo da câmera e do Strava não bater?
O VeloGhost tem um controle de "drift" que ajusta a sincronia em segundos. Você gira o knob até o número no HUD bater com o momento certo do vídeo.
Vídeo 4K pesa muito no Premiere / CapCut?
O .mov com alpha do VeloGhost usa QuickTime PNG / QtRLE, então mesmo 4K fica em algumas centenas de MB por minuto. Premiere / FCP / DaVinci leem sem precisar de proxy; CapCut também aguenta tranquilo.
O overlay sumiu depois do upload no YouTube. Por quê?
O YouTube não suporta vídeo transparente. É preciso compor a filmagem + o .mov transparente no editor primeiro, exportar como H.264 / MP4 (com a transparência já renderizada dentro), e então subir o vídeo final.
Aparecer no mapa não revela meu endereço?
O VeloGhost tem opção de ocultar o mapa por completo, e também uma "zona de privacidade" que borra automaticamente um raio ao redor da sua casa. Isso é separado da configuração do Strava — o blur acontece na hora de exportar o vídeo.
Este artigo foi escrito pelo VeloGhost após testar cada etapa na bancada. As especificações do Strava / GoPro / Premiere refletem o comportamento em junho/julho de 2026. Encontrou um erro? Use o feedback.